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SESSÃO RESERVADA


 Sinopse:

Como saber em quem confiar quando não se pode confiar nem em si mesmo? Flora Banks tem amnésia. Sua mente reinicia várias vezes ao dia desde que ela tinha dez anos, quando um tumor removido de seu cérebro levou embora a capacidade de criar novas memórias. Ela não consegue se lembrar de nada do dia a dia: a piada que a amiga fez, as instruções que seus pais lhe deram, quantos anos tem... até beijar o namorado da melhor amiga. Estranhamente, no dia seguinte ela se lembra do beijo.É a primeira vez que Flora se recorda de algo. Mas o garoto se muda para o Ártico. Segui-lo será a chave para Flora descobrir a verdade perturbadora sobre sua vida. A única memória de Flora Banks é um livro sensível com um mistério eletrizante, cheio de segredos, mentiras e uma protagonista frágil porém corajosa, em busca de um passado sem o qual ela não pode saber a verdade sobre si mesma.

Quando Flora Banks tinha 10 anos, um tumor apareceu em seu cérebro, deixando-a com uma condição chamada amnésia anterógrada, o que significa que ela não consegue reter as memórias recentes, apenas as que ela já tinha antes do tumor.Ela desenvolveu o hábito de escrever em seus braços o que acontece para se lembrar.Sete anos se passaram e a história começa quando Flora está numa festa e se lembra de ter beijado um menino chamado Drake.O problema: Drake é o namorado de sua melhor amiga, Paige! É lógico que a amiga descobre, fica p da vida e corta laços cm ela.Logo depois, Drake se muda para o arquipélago de Svalbard, na Noruega

Para agravar situação,os pais de Flora viajam para a França para visitar o irmão mais velho dela, Jacob, que está doente e deixam sua filha aos cuidados da Paige-ou pelo menos, é o que eles acham. Como Paige tinha deixado de ser amiga de Flora por causa do beijo, Flora fica sozinha em casa. É aí que ela decide pegar o cartão de crédito deixado, compra passagens de trem e avião e vai para o Ártico para encontrar seu namorado. Ela começa a trocar e-mails com seu irmão Jacob e ele é o único que sabe da aventura dela. 

É lógico que é apenas uma questão de tempo até que a verdade seja descoberta-e ela fará o mundo de Flora virar de cabeça para baixo quando ela descobre segredos sobre si mesma e sua família. 

A única memória de Flora Banks é um romance belíssimo sobre encontrar nosso lugar no mundo, sobre sermos corajosos o bastante para seguirmos nossos sonhos,amor e perda. Definitivamente recomendo!

Resenha por: Clara Monnerat

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Resenhado por: Clara Monnerat

SINOPSE

Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.


O QUE EU ACHEI?

Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Lisa Kleypas. Já tinha ouvido falar muito dela mas só tinha lido Julia Quinn de romances de época até então. 

Um sedutor sem coração é o primeiro dos quatro volumes da série Os Ravenels.

Logo nas primeiras páginas somos apresentados a Devon Ravenel, um jovem membro da alta sociedade inglesa. Primo de um conde, ele recebeu a melhor educação que poderia ter mas nunca teve que trabalhar; é um bon vivant. Assim como seu irmão caçula, West, nunca teve que trabalhar um dia na vida. Suas atividades incluem e se restringem a apenas festas e bordéis,nada produtivo. Até que um belo dia, seu primo morre em um acidente e ele se vê obrigado a assumir a responsabilidade. 

Lógico que um título de conde seria uma coisa boa. Mas é aquela história: com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. E nem tudo são flores: ele herdou propriedades endividadas e caindo aos pedaços, precisando de uma reforma urgentemente. A herança também inclui três irmãs órfãs, Helen Ravenel e as gêmeas mais novas, Pandora e Cassandra. Mas o maior problema de Devon não são as irmãs e sim a viúva de seu primo, uma mulher prepotente e teimosa. 

Tudo o que Devon queria era paz, tranquilidade e vender tudo para pagar as dívidas.Porém, há uma pedra em seu sapato...

Assim que Kathleen o conhece, ela percebe que ele compartilha um traço da personalidade de seu finado marido:o famoso pavio curto dos Ravenel assim como a tendência da família de ceder aos prazeres carnais. Ela o desafia para um jogo de gato e rato para impedi-lo de vender a casa e despejar as cunhadas, que a acolheram tão bem e fizeram-na ter a sensação de pertencer a algum lugar. O X da questão será quando eles começarem a desenvolver sentimentos um pelo outro...

A escrita da Lisa é leve, ela não usa um vocabulário rebuscado e a leitura é gostosa com aquelas descrições sem ser excessivamente detalhadas. A autora consegue alternar as narrativas primárias (um libertino tentando salvar o legado da família) e secundária (o romance que brota entre eles). Há um plot twist que te deixará de boca aberta. 

Se você curte romances históricos, não perca essa série. Cada uma é focada em um Ravenel ou em um amigo deles. Os quatro já foram lançados aqui pela Arqueiro.

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Editora parceira: Universo dos Livros | Resenha por: Clara Monnerat 

Sinopse: 
"Em dias de tempestade, um assassino que mata através de armadilhas extremamente elaboradas vem enganando a polícia londrina numa série de crimes inusitados. Haryel Kitten é um detetive inteligente, prático e muito dedicado ao seu trabalho,que agora tem o desafio de desvendar o que há por trás desse mistério."

Quando fui pesquisar alguns títulos da Universo para resenhar, me deparei com esse, publicado há três anos, um suspense que aborda o tema do budismo, um tema que sempre me fascinou então esse foi o escolhido.

Assim que comecei a leitura, o detetive Haryel Kitten é assinado o caso do serial killer que está fazendo vítimas que aparentemente não tem nenhuma ligação. As mortes são das maneiras mais inusitadas: minas estrategicamente localizadas em um lugar onde a vítima pise, flechas acionadas por um dispositivo quando uma porta é aberta e por aí vai. Sempre que o assassino acrescenta uma vítima à sua coleção, está chovendo.Juntamente com seu colega Paul, Haryel tem que descobrir quem está por trás dos crimes e o porquê.

No primeiro capítulo, já há um encontro inusitado que flerta com o sobrenatural: enquanto andava pelas ruas londrinas, o detetive encontra uma cigana que lê sua palma e afirma: "Sábios são os que buscam a sabedoria:loucos são os que já a possuem." Logo ao investigar o primeiro corpo, ele encontra uma pista:um colar com aspecto oriental,provavelmente chinês ou hindu com um misterioso bilhete. Ele tem a ideia de procurar um monge budista que possa ajudar a decifrar alguma mensagem que aquele artefato possa transmitir.

É aí que o livro se torna ainda mais interessante. O monge que Paul e Haryel encontram fala do Chan, a meditação contemplativa característica do budismo. O bilhete que o assassino deixou está escrito nessa filosofia: "Corre o rio em direção ao mar,e os peixes se aglomeram em cardumes enquanto o vento movimenta as árvores. Essas barram seu curso mas mesmo assim ele atravessa as folhagens. A verdade é que o vento não existe,e não se pode ver o vento, mas ele está lá porque o sinto em minha face.Volta então o rio até a nascente,que em nada é diferente do mar e sua dureza apenas revela o quanto é flexível sua essência. A verdade é que embora o duro e o mole não existam, vão-se todos os dentes mas a língua fica."

Só por esse trecho já dá para perceber como a história é bem escrita. Só para aumentar a tensão,há alguns capítulos ao longo da narrativa em que o assassino planeja suas próximas ações. Só para constar:um artífice é um termo usado para designar um operário especializado em uma determinada área ou artesão, artista. 

Tony Ferraz nos trouxe uma obra policial bem-dosada com misticismo e suspense e toques de comédia. O final foi ambíguo e deixou espaço para múltiplas interpretações. 

Gostei do livro e fiquei sabendo que o autor lançou a sequência na Bienal: Entrevista com o demônio. Espero lê-la em breve!
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